Ai!
Essa dor que não sai!
Eu a respiro.
Em tempos ela se vai,
em tempos ela volta.
A dor maior é sentir o que sente
e força não sentir.
Não há como. Sei que está aí!
Confusão em meio peito e estômago.
Seguro o ar, não porque quero, mas porque preciso.
Entendo e não entendo...
E por Amor espero. Pela grandeza desse sentimento. Espero.
Mesmo doendo.
Em algum momento sei que passará.
Não voltará ao que era, mas será Um Novo!
E ficará BEM! :)

Me fale de uma música que tire seu fôlego.

Que quando ouve te faz ser a música.
Que te faz ter vontade de cantar até ficar rouco.
Me fale de uma música que toque sua alma.
Que chegue onde nunca ninguém chegou e nem viu.
Me fale de uma música que poderia despi-lo facilmente e do mesmo modo cobri-lo.
Me fale de uma música que o fizesse sangrar sentindo sua carne machucada.
Me fale de uma música que niguém nunca fez,
Mas que está para surgir.
Me fale de sua música.
Me fale de você!

Quando a boca cala.... o corpo fala!!!

Este alerta está colocado na porta de um espaço terapêutico.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a criança interna tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Preste atenção!

Ah  o sufoco de minha alma.
O temor de minha angústia
O tremor de meus pilares.
Agora não há paz, nem reticências
Não há  sono nem paciência
Sufoco
Sufoca
Irrita
Meu Deus , me ajuda!
Minha prece atenda
Minha força conceda
Minha paz reviva.
Minha fé
Minha fé
Minha fé
Fé
Sê minha.

- OLÁ!!!
- O-oi...
- Belo dia, não é?
- Está, mas está meio frio, meio quente e é estranho.
- Mas por quê? Isso é bom! Para se sentir as duas partes. Um pouco do frio na sombra e logo depois o calor do sol te aquecendo.
- Prefiro ficar dentro de casa. Lá é um clima só e estou seguro de mudanças. Você deveria fazer o mesmo.
- Ficar em casa e não aproveitar as belezas que vejo, que sinto e que absorvo? Não. Preciso sair e cativar mais pessoas para que façam o mesmo. Porque sentir e viver. Fazer é viver!


(11-05-11)

É interessante como Marina se incomoda com o silêncio. 
"Silêncio em um ambiente onde há pessoas que se conhecem é torturante." pensa ela.
Bem, esse incômodo surge pela busca do silêncio  e por não encontrá-lo  incomoda o fato dessa diferença e desencontro (interno - externo). Marina agora acredita entender. 
Entende como projeta verbalmente e corporalmente sua inquietude. Não são os outros, mas ela mesma. Ela em sua máquina particular de preocupações, impaciência e correria. A princípio faz bem estar em um ambiente agitado, mas  aos poucos sente ferir-se por continuar ali. Marina quer realmente o sossego. Não o externo (no momento), mas o dentro de si.