Eu não quero ver ninguém.
Eu não quero falar com ninguém.
Só quero saber a verdade sobre esta crise de identidade.
Quem EU SOU?
Eu não tenho terapeuta.
E a minha dor é lenta.
Eu me acabo em tristeza.
Depois finjo estar tudo bem.
Ninguém tem nada com isso.
E ninguém é parte disso.
Sempre chove e eu observo.
Fecho a porta e estou trancada.
Minha vida agora é um imóvel.
Frio, parado e sólido.
Meu descanso é madrugada.
Quando o mundo é só pra mim.
Nele faço e desfaço
Eu bagunço e amasso.
E me pego aos pedaços.
Depois junto, limpo tudo.
Estou livre!
Eu invejo a alegria.
E a busco noite e dia.
Para ter o meu sossego.
Evitando tanto medo.
E não quero o escuro
Quero luz e claridade.
Quero ouvir os mensageiros do vento
Em um concerto do silêncio.
Quero paz e reticências...
28/03/2008
28/03/2008
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