É interessante como Marina se incomoda com o silêncio.
"Silêncio em um ambiente onde há pessoas que se conhecem é torturante." pensa ela.
Bem, esse incômodo surge pela busca do silêncio e por não encontrá-lo incomoda o fato dessa diferença e desencontro (interno - externo). Marina agora acredita entender.
Entende como projeta verbalmente e corporalmente sua inquietude. Não são os outros, mas ela mesma. Ela em sua máquina particular de preocupações, impaciência e correria. A princípio faz bem estar em um ambiente agitado, mas aos poucos sente ferir-se por continuar ali. Marina quer realmente o sossego. Não o externo (no momento), mas o dentro de si.
28/03/2008
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Quando adolescente encontrei um modo de me expressar, já que falar tudo o que pensava não era tão fácil pra mim, assim comecei a escrever. Depois da fase de escrever comecei a pintar. Sempre com música para completar, mas voltemos ao " escrever".
Sempre que um sentimento manifestava pegava a primeira folha que encontrava e começava a escrever. Escrevia sobre amor, raiva, tristezas (essa em grande parte) e por fim ao ler o trabalho final me sentia bem. Me lembro que sempre guardava essas folhas em " algum lugar" e digo que guardei tão bem guardado que só as encontrei há pouco tempo com datas de 5 e 6 anos atrás.
É bom o sentimento de reler essas folhas. Folhas que ficaram soltas em algum lugar guardadas com partes de meus sentimentos registrando situações que muitas vezes não resolvi.
É interessante e importante resgatar esses momentos porque o tempo sinaliza ser oportuno para lidar com algo que não lidei e lembrar o que superei.
Folhas Soltas tem um significado importante porque não só resgatei as folhas de papel que deixei soltas em uma gaveta, mas resgatei a essência que nelas há, partes de mim, sentimentos que deixei soltos por um tempo em minha vida.
Não postarei somente o passado, mas o presente e o que espero para o futuro. Há tempos me aconselhavam a criar o blog e enfim, estou aqui. Porque é tempo de resgatar as Folhas Soltas!
Música é a arte de manifestar os diversos afetos de nossa alma.
Ouça essa música sentindo o movimento da bela melodia.
Vale muito!!!
(Yanni é O CARA.)